| Manual do Homem Moderno (ou não) - Parte I |
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| Written by Sparky |
| Thursday, 11 March 2010 01:04 |
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Vejo em muitos blogs por aí tratados sobre a mulher moderna, decidida, que toma as rédeas da própria vida e segue em frente sem precisar de um macho alfa ao seu lado. Mas e o homem moderno? Será que estamos caminhando rumo à nossa própria evolução ou estamos nos tornando uma geração ofuscada por vampiros que brilham feito purpurina? Como diria meu amigo Jack, vamos por partes...
O Homem ontem. Pare. Respire fundo. Deixe que sua mente invada a sua infância. O que você lembra? Das facas de plástico do rambo? Ou das tardes que você passava em frente à televisão assistindo seus desenhos? E os desenhos? Antigamente os desenhos não se importavam em serem politicamente incorretos. O Pernalonga, o Pica-Pau, Tom, Jerry, todos fumavam, se travestiam, enlouqueciam por dinheiro e mulheres boazudas. Eram outros tempos. Os desenhos não se preocupavam em moldar a caráter das crianças com conceitos caricatos, e sim em divertir e garantir boas risadas. Os desenhos eram elegantes, e possuíam conteúdo. Junte um personagem esperto, armas, casamento gay, um coelho que inferniza qualquer um e que se traveste de mulher, além de um concerto de ópera, e o que você tem? Um episódio marcante e com um fundo musical clássico inesquecível. Hoje em dia nossos protagonistas são bobos, ingênuos, muitas vezes beirando o ridículo da idiotice. Em contrapartida, a sociedade exige um amadurecimento cada vez mais prematuro e uma cobrança cada vez mais das crianças, que tentam crescer, mas permanecem assistindo esponjas quadradas no fundo do mar e fadas madrinhas para garotos losers. Perderam-se os heróis da nossa infância, e o protagonista, antes o malandro que usava a sua inteligência e sagacidade para atingir seus objetivos, hoje não passa de personagens que cometem atos estúpidos para no final se dar bem por pura sorte. Nossas bases morreram, e foram enterradas por uma onde politicamente correta que não condiz com a realidade. No campo das suposições, provavelmente os desenhos irão ficar cada vez mais infantis e sem nenhum aproveitamento. A risada fácil, antes com seu charme e escracho, agora cai no lugar comum de rir de si mesmo, enquanto assiste seus heróis cometerem atos estúpidos por pura ingenuidade e se darem bem por pura sorte. A idéia do protagonista bem resolvido, que usa sua inteligência a seu favor, não existe mais. Desvaloriza-se aquele que é bem sucedido e assume-se a torcida pelo mais fraco. É a vida imitando a arte ou o contrário? O que importa é que os valores mudaram, e o homem, antes com idéias bem fixas do modus operandi de um macho alfa, foi sendo posto em uma sociedade que cobrava cada vez mais sensibilidade e... fudeu. Chuck Norris, Rambo, Exterminador do Futuro, violência gratuita e muita diversão. Filmes violentos podem não ganhar o oscar de melhor roteiro, mas são importantes para extravasar. Hoje, para se usar uma arma de fogo em uma produção com indicação livre, você precisa passar por algumas centenas de ONGs e pais irritados. Bebida? Nem pensar. Cigarro? Morra. Protagonista travestido para tirar sarro? Preconceito. Personagem doido por dinheiro? Só pode ser vilão ou ter falta de caráter. Quê? O Pica-Pau ficava piradão quando aparecia uma índia bonita? Censura! Nossas crianças não podem ver isso! E o que resta? O besteirol. O humor Zorra Total. As piadas da A Praça é Nossa. E enquanto isso a juventude vai nos envelhecendo... e nos tornando isso. No próximo post da série, vamos explorar o homem hoje, para, na última parte, tentar entender o que o futuro reserva para nossas crianças quando crescerem...
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| Last Updated on Thursday, 11 March 2010 16:47 |
Comments
Abraço cara , blog de primeira estou te seguindo ja !!!
Devido a esta censura, os desenhos de humr de hoje em dia são péssimos como você citou. Assista a um episodeo novo do Pica Pau. Assista as piadas repetitivas do Zorra Total. Pelo amor de Deus...
Acho válido tentar fazer desenhos masi politicamente correto. Intervir na formação da criança com algo mais interessante do que um personagem estrovando o outro infinitamente.
O que ocorrer ao longo dos anos na verdadefoi uma divisão. Agora existem desenhos realmente voltados para o público adulto, e os que são para crianaças ganharam correções.
As piadas podem ser ruins, mas trabalham muito mais a questão do aprendizado.
Tudo a seu tempo. Concordo com as mudanças.
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